terça-feira, 27 de março de 2012

Piloto

Durante a vida acadêmica são notáveis os "quilinhos" a mais que ganhamos, talvez por descuido e/ou exageros na comida e na bebida. Durante a graduação, eu (Prudence, Eng.º Agrônomo) e o Isporádico (Economista) moramos numa tradicional república em Piracicaba-SP, a Coração de Mãe, que foi fundada no ano de 1978. E durante nossa convivência por quase 7 anos, percebemos que algumas roupas que antes entravam sem problemas começaram a ser deixadas de lado.
Em 2011 decidi que era necessário perder os quilos extras, pois estes já estavam a atrapalhar a minha saúde, de forma que um futebolzinho com os amigos ou uma caminhada até a padaria exigia um esforço grande de minha parte. No início de 2011 comecei um regime e cheguei a perder 7 kg, no entanto com a correria do trabalho os repus de maneira tão rápida e imperceptível que cheguei até a ganhar um pouco mais, resultado: em agosto daquele ano eu estava pesando consideráveis 121,3 kg, que de acordo com o IMC (índice de massa corporal) é grau de obesidade III, para alguém da minha altura.
É claro que além de haver uma pressão pessoal para emagrecer, a família e amigos, mesmo que sem a intenção, cobravam uma atitude minha no sentido de perder peso, não porque queriam me “encher o saco”, mas por quererem meu bem, porém, quando alguém te chama de “gordinho”, ou qualquer apelido que envolva essa característica, os resultados são catastróficos para quem os recebe. Sempre de bom humor (na maioria das vezes) a gente desconversa e faz milhares de promessas do tipo, “vou começar um regime ano que vem” ou “segunda-feira eu começo” e até mesmo brinca com a situação, mas a ferida aberta continua ali, latente...
Decidi que era hora de mudar drasticamente meu estilo de vida. A cervejinha com os amigos foi suspendida, o ataque a geladeira na madrugada banida e os rodízios proibidos! Eu tinha que mudar de qualquer jeito! Mas como? Pode soar redundante ou hipócrita da minha parte, mas sinceramente? Não existe segredo e nem fórmulas milagrosas... É necessário disciplina e disposição. É preciso “fechar a boca” e fazer exercícios, sejam lá quais forem, é necessário. Obrigatório!
Comecei então minha saga para o emagrecimento saudável. Decidi que queria perder peso inicialmente somente me alimentando melhor, para posteriormente começar a fazer atividades físicas e não comprometer as articulações (principalmente os joelhos). Conheci então um regime chamado “regime dos pontos”, que segundo informações da internet (me corrijam se estiver errado), foi desenvolvido por profissionais da saúde, mais especificamente da USP. O regime consiste em designar pontos aos alimentos baseados em seu valor calórico, ou seja, quão maior os pontos, maior o valor calórico e conseqüentemente mais eles te engordam (rs!). É necessário fazer as contas da quantidade de pontos diários necessários baseados nas características de cada pessoa, como por exemplo: peso, altura, atividade física semanal, entre outros. Enfim... Dessa forma consegui perder peso rapidamente, só me alimentando melhor e seguindo algumas dicas de uma reportagem produzida pela BBC de Londres, com 10 dicas para perder peso baseadas em pesquisas científicas atuais (clique aqui para assistir). Deu certo!
Após 2 meses já havia perdido 10 kg, e então decidi começar a praticar esporte. Aí a dúvida... Qual esporte? Sempre gostei de esportes coletivos como futebol, basquete e handebol. Comecei com o basquete, jogando praticamente todos os dias com outros dois amigos, também dos tempos de Coração de Mãe, o Papa-Kπm e o Tukão, que também estavam querendo emagrecer e gostavam tanto quanto eu do esporte. Com a “pegada” do regime mais o basquete consegui emagrecer ainda mais, totalizando 15 kg em 2 meses e meio, até que jogando sofri um entorse no tornozelo. Uma ducha de água fria! Como seguir com o regime sem fazer esporte, já que este já havia entrado na minha rotina? Fiquei praticamente um mês de repouso até conseguir colocar o pé no chão novamente e com dois meses já conseguia pisar sem muitas dores. Foi assim que comecei a caminhar para não perder o foco.
Percebi ao longo das caminhadas que já era possível dar uma corridinha. E a partir de então comecei a pegar gosto pela corrida de rua. Comecei correndo míseros 2 minutos, fui aumentando para 5, 10, 15, 25, 40... E não parei mais! Após 8 meses do início do regime, emagreci 30 kg e estou viciado em correr! Desde o início do ano participei de 2 provas, uma de 10 k e outra de 8 k, e pretendo participar de muitas outras mais. E as histórias dessas provas vão ser contadas neste blog por mim e pelo meu amigo Isporádico, que irá correr a primeira corrida dele aqui em Piracicaba no dia 21/04/2012!
Vamos correr?